Páginas Vermelhas de Éder Oliveira

Maria era o nome dela. Entre as pernas do pai se escondeu mas foi logo arrastada até perto de nós. “Você é o artista, não é?” perguntou o pai à Éder Oliveira, quem visitávamos na abertura de sua exposição individual. “Maria gostaria de te fazer uma pergunta. Esses quadros, você acabou de pintar? Ela acha que estão ainda frescos, mas eu disse a ela que você deve ter dado algum tratamento estético para o vermelho ficar assim: tão vivo!”.

Não. Maria estava certa. A tinta estava tão fresca como o trabalho de Éder.  O vermelho era tão vivo como os homens ali retratados.

De forma orgânica e especialmente daltônica, Éder enxerga as nuances tão importantes ao se falar sobre cor. Páginas Vermelhas, que abriu hoje na Galeria Blau Projects em São Paulo, é sobre cor. Cor, etnia, raça, pele. O homem amazônico que o artista paraense insiste, felizmente, em pintar. Recortados de jornais locais, eles são apenas a primeira camada de suas obras. As inúmeras, finas e veladas demãos que se seguem são as que realmente dão forma a esse homem vivo. Monocromático. Visto de longe, é vermelho. De perto, é amarelo, é azul, é muitos. Na variação de tons, Éder torna visível: cada camada, cada nível, cada classe.

Alguns ainda olham para a arte apenas através da estética. Alguns tem olhos de Maria. Ufa.

Até 03 de outubro de 2015 na Blau Projects, Rua Fradique Coutinho, 1464.

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Não é uma pedra no rio, é o rio que passa

“Desde que eu e o Adriano Pedrosa [diretor artístico do Masp] fizemos a mostra “Histórias Mestiças” no ano passado, a gente já tinha clara uma questão, que era não chamar nada de arte popular, não usar essas classificações que limitam, rotulam e criam hierarquias. Pensando a partir da antropologia, essa atenção a várias culturas no plural é muito relevante. E a Lina é um exemplo, é pioneira dessa ideia. Ela faz mais do que resgatar uma cultura, porque quem pensa em resgate evoca uma cultura parada. Eu penso cultura como algo dinâmico, uma reelaboração, uma tradição, uma ressignificação, é um pouco nessa perspectiva. Não é uma pedra no rio, é o rio que passa. Adoraria representar esse retorno de uma filosofia da Lina. Não tenho essa veleidade, mas adoraria”

Parceria boa na curadoria do Masp, a antropóloga Lilia Schwarcz se une do diretor artístico do museu Adriano Pedrosa. Leia a entrevista completa aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/08/1673863-num-brasil-nervoso-papel-do-museu-e-fundamental-diz-lilia-schwarcz.shtml?cmpid=compfb

 

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Bebel Abreu e o Universo Macanudo

Bebel é dessas pessoas que você conhece e acredita que o dia para ela só pode ter mais de 24 horas. Ela organiza, produz e faz a curadoria de vários trabalhos e exposições em São Paulo e pelo mundo. Sempre carregando a sua paixão pelos quadrinhos e desenhos. Depois de visitar a exposição Macanudismo, do cartunista argentino Liniers, sai encantada e tive de bater um papo com ela por aqui:


De onde vem a sua tara por quadrinhos e ilustração?
Eu adoro quadrinhos desde sempre (menos de superheróis), e me identificava muito com a Mônica quando criança, sempre achei que a gente tem que se defender de quem mexe com a gente, hehe. Falei isso com Mauricio de Sousa, que me deu a honra da visita à exposição Macanudismo.

Além de ser sócia da Mandacaru Design, você fundou a Bebel Books cujo lançamento “Suruba para Colorir” teve repercussão internacional.
Pois é, nas horas livres da Mandacaru eu criei a Bebel Books – a ideia era poder publicar meus livrinhos e também dar oportunidade para amigos talentosos publicarem os deles. Já são 33 títulos no catálogo, com a participação de mais de 40 artistas de vários países. Tem de tudo: fotografia, ilustração, caligrafia, quadrinhos – de temas que vão desde registros de viagens a pensamentos randômicos ou surubas para colorir, hahahaha! Acabei de lançar o Carnet Pornographico, com 42 lindas tiras eróticas no traço lindo do ilustrador gaúcho Fraga. Olha eu entrando no mercado pornô! Hahahahah

Vale a pena se aventurar no mercado editorial independente?
Claro que vale a pena. Sempre vale a pena se aventurar. É importante que as publicações se banquem, para termos fôlego para fazer as próximas, e não esquecer nunca que a ideia é se divertir. Vantagem: liberdade total.


O que você mais admira no trabalho de Liniers?
Eu admiro muitas coisas no trabalho dele. Graficamente vale falar dos letterings – tem milhões de tipos de letras! – e da maneira genial e diversa com que ele explora o espaço da tira – já ouvi de colegas quadrinistas que ele é o mestre nessa arte. Sob o aspecto da variedade de personagens, acho incrível como ele foi criando galáxias de personagens dentro do Universo Macanudo, em que cada uma serve pra expressar um estado de espírito, como Enriqueta e Fellini ou Martincito e Olga pra falar da infância, o Homem Misterioso para falar de coisas sem explicação, a série Conceptual Incompreensible que não precisa de explicações, os Duendes para falar de traquinagens, Olivério, a Azeitona, para falar de zumbis e ‘violência’ (por ser contra uma azeitona, não choca as pessoas, rs), e por aí vai… Ele tem um poder mágico de fazer as pessoas felizes depois de ter contato com o trabalho dele. Isso é mágico.

De onde surgiu a ideia da exposição?
Eu vi uma exposição retrospectiva de Liniers em Buenos Aires em 2009, e saí de lá tão leve e feliz que só pensava: Meus amigos têm que ver isso! O Brasil merece ver isso e sentir a alegria que eu senti! Com isso na cabeça aproveitei para convidá-lo a trazer a mostra ao Brasil enquanto pegava um autógrafo. Ele achou graça mas não acreditou muito no começo – deve receber mil convites assim – mas eu fui em frente e a edição paulistana já é a quarta aqui no Brasil, depois de Rio, Recife e Brasília. O acervo já foi visto por mais de 90mil pessoas e já é a exposição mais vista do Centro Cultural Correios São Paulo no meio do período em cartaz.

A exposição planeja viajar mais pelo Brasil? Quais os planos futuros de trabalho como curadora e produtora?
Deve ir ainda a outras cidades. Estamos prospectando. Eu gostaria de apresentar no Brasil o trabalho de Henning Wagenbreth e Alejandro Magallanes, dois ilustradores incríveis que tive o prazer de conhecer no AGI Congress, que a Mandacaru produziu em 2014. Como produtora tenho a alegria de anunciar a realização da conferência holandesa What Design Can Do em novembro, no Theatro Municipal de São Paulo. Somos sócios do projeto e vamos fazer dele uma conferência inesquecível.

Qual dica você daria para um designer que esteja buscando seguir profissionalmente o caminho da curadoria?
Siga seu coração e mostre aos outros as coisas que lhe encantam. É o que eu tento fazer =)

Só até 1 de setembro, no Centro Cultural Correios São Paulo. De terça a domingo, das 11h às 17h. Para saber mais: macanudismo.com.br

8ª edição da Feira Tijuana de Arte Impressa

Acontece nesse final de semana, dias 8 e 9 de agosto, a Feira Tijuana na Casa do Povo em São Paulo. Idealizada pela Galeria Vermelho, a Feira Tijuana de Arte Impressa, teve sua primeira edição em 2009, a partir de uma parceria com o Centre National de L’Édition et de L’Art Imprimé (CNEAI, França). Um espaço fértil de apresentação, distribuição e comercialização de publicações, livros de artista, gravuras, pôsteres que conta com a participação de editoras nacionais e estrangeiras. Destaque para Carmen Araujo Arte Ediciones (Caracas), editora que organiza o Encuentro de Ediciones y Libros de Artistas e que participa da Feira pela primeira vez. A artista Selma Maria, que entrevistei lá no Andarilha, também estará na Feira com seus objetos poéticos! Bora lá?

8ª edição da Feira Tijuana de Arte Impressa @ Casa do Povo
Data: 8 e 9 de agosto de 2015, das 12h às 20h
Endereço: Rua Três Rios, 252, Bom Retiro, São Paulo
Entrada livre e gratuita
Para mais informações, acesse: www.casadopovo.org.br

Celaine Refosco e a valorização da técnica

Conheci a designer e pesquisadora Celaine Refosco quando fui assistente de curadoria da Adélia Borges. Celaine é uma das criativas do Estúdio Orbitato, localizado em Pomerode, no interior de Santa Catarina.

Além dos desenhos, criações e coleções, a Orbitato também é um lugar de estudo. O que me chamou atenção é que vários dos cursos ofertados unem ótimos criadores aos melhores técnicos da área de estamparia.

Técnica, essa palavra que me parece tão deixada de lado nos últimos tempos, está sendo cada dia mais retomada. Quando contamos aqui histórias de designers e pessoas criativas que buscam cada vez mais inspiração nas técnicas antigas ou voltam à fazer à mão, é esse movimento que observamos. Um retorno à valorização da técnica no processo criativo é o que muitos estão apostando. Para Celaine e seu estúdio Orbitato, isso sempre foi importante. É o que ela conta para gente em entrevista:

De onde surgiu a sua paixão pela estamparia?
Antes de mais nada, me encanta o esforço que as pessoas fazem em favor da beleza. Tudo poderia ser mais liso, monocromático, simples, sem textura, mas as pessoas gostam, em todas as culturas, dos padrões, das cores, da condição de se comunicar através das suas vestes de seus objetos. Me fascina este esforço. A decoração representa um esforço, pra mim isso é um traço de humanidade. Mesmo quando precisamos baratear qualquer coisa, fazemos gambiarras, mas não abrimos mão de umas bolinhas e florzinhas.

A Orbitato reside em Pomerode, no interior de Santa Catarina. Como essa morada influencia no seu trabalho e na sua criação?
Eu sou catarinense. Esse lugar é de belezas múltiplas, como todo o Brasil. Tem a serra do mar, as montanhas, o mar logo ali, bananeiras e orquídeas. E tem esse fenômeno da imigração, com jardins e hortas. Aqui em Pomerode pode-se ver em um lado da rua uma fábrica imensa e do outro um rebanho de vacas. Isso é impressionante. Eu pinto e desenho de uma maneira pouco usual atualmente, gosto de representar, e represento o que eu vejo. Quando mudei pra Pomerode pintei muitos jardins. Agora, ando pintando céus. Sim, influencia.

Como nasceu a Orbitato? Como surgiu a ideia de desenvolver os cursos?
Eu desenhei desde sempre e estudei artes plásticas, pintura. E sempre fui muito desincentivada a fazer isso. As pessoas me cobravam uma responsabilidade que só tinha lugar na segurança de um concurso público. Bati o pé e fiz o que o coração mandava. Depois, já dentro da indústria, percebi que pessoas criativas são super necessárias. Descobri que há lugar e mais que isso, há muita necessidade de gente criativa no mundo. Mas ser criativo é um lado da história. é preciso ter conhecimento técnico também. Só há um jeito de se aliar criatividade com indústria, e é através da técnica. Saber como fazer potencializa a criatividade. Quis construir um lugar onde se ensinasse como fazer para que as pessoas pudessem ficar livres para criar.

Qual dica você daria a um designer que deseja se especializar em estamparia?
Que saia da mesa, do computador e vá pra perto da máquina. Que não subestime uma técnica em favor da outra, tudo pode construir beleza. E que por fim, saiba qual beleza ele quer construir, afinal, todas são possíveis. Mesmo que ele trabalhe sob orientação, é pelo traço dele que ele será valorizado.

Para saber mais sobre a Orbitato: www.orbitato.com.br
Para fazer os cursos: cursos.orbitato.com.br
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Fotos: divulgação

Escutadeira, eu quero ser

Nesse passo dado em rumo a contar histórias, tenho me deparado cada vez mais com esse exercício: o de escutar. Hoje, encontrei esse texto da jornalista Elaine Brum e recorto minha parte favorita aqui no blog, mas vale toda a leitura, vale ouvir cada palavra:

“Escutar é talvez a capacidade mais fascinante do humano, por que nos dá a possibilidade de conexão. Não há conhecimento nem aprendizado sem escuta real. Fechar-se à escuta é condenar-se à solidão, é bater a porta ao novo, ao inesperado.

Escutar é também um profundo ato de amor. Em todas as suas encarnações. Amor de amigos, de pais e de filhos, de amantes. Nesse mundo em que o sexo está tão banalizado, como me disse um amigo, escutar o homem ou mulher que se ama pode ser um ato muito erótico. Quem sabe a gente não experimenta?

Escutar de verdade implica despir-se de todos os seus preconceitos, de suas verdades de pedra, de suas tantas certezas, para se colocar no lugar do outro. Seja o filho, o pai, o amigo, o amante. E até o chefe ou o subordinado. O que ele realmente está me dizendo?

Observe algumas conversas entre casais, famílias. Cada um está paralisado em suas certezas, convicto de sua visão de mundo. Não entendo por que se espantam que ao final não exista encontro, só mais desencontro. Quem só tem certezas não dialoga. Não precisa. Conversas são para quem duvida de suas certezas, para quem realmente está aberto para ouvir – e não para fingir que ouve. Diálogos honestos têm mais pontos de interrogação que pontos finais. E “não sei” é sempre uma boa resposta.

Escutar de verdade é se entregar. É esvaziar-se para se deixar preencher pelo mundo do outro. E vice-versa. Nesta troca, aprendemos, nos transformamos, exercemos esse ato purificador da reinvenção constante. E, o melhor de tudo, alcançamos o outro. Acredite: não há nada mais extraordinário do que alcançar um outro ser humano. Se conseguirmos essa proeza em uma vida, já terá valido a pena.

Escutar é fazer a intersecção dos mundos. Conectar-se ao mundo do outro com toda a generosidade do mundo que é você. Algo que mesmo deficientes auditivos são capazes de fazer.”

- Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/por-que-as-pessoas-falam-tanto/

 

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Entrevista com criadora do youPIX, Bia Granja

“Você pode ter audiência, mas não quer dizer que tenha uma comunidade ao redor. Agora a gente quer ter comunidade. Quero ser relevante para o leitor”.

Uma boa leitura lá no Projeto Draft em entrevista com Bia Granja, a criadora do youPIX, sobre a internet hoje e um bocado do que também acredito.

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Curso de Branding Farm + Perestroika

Quando soube que Carlos Mach, Julia Hachmann e Tatiana Viana – turma boa que tive o prazer de conhecer ano passado em uma palestra na Farm – vão dar mais uma edição do curso de “Branding”, logo pensei em divulgá-lo aqui no A Pattern. De nome complicado, o tal do “Branding” é, na verdade, o descomplicador de tudo na construção de uma identidade de marca. Ferramenta que se aprende, fazendo. Para quem está querendo abrir sua própria marca e construir uma linguagem inspiradora: se inscreva.

“BRANDING é um workshop de construção de marcas inteligentes em que abordarmos o conceito e teorias dessa ferramenta. O curso já está na 4º edição, mas agora ganha novo formato, ainda mais prático com dinâmicas ao final das aulas. A ideia é reforçar a troca de conhecimento e intensificar o feedback dos professores. Claro, e, mais do que nunca, colocar a mão na massa. É construção coletiva”, explica o Jean Philippe, diretor de Whatever da Peres.

Por aqui, fizemos umas perguntinhas para o Carlos, gerente de Branding da Farm, sobre essa paixão de dar o curso:

AP. Para alguém que está começando a criar uma marca, por que o Branding é tão importante?
CM: O Branding é um olhar profundo e ao mesmo tempo amplo sobre a marca. A partir do momento que você adquire esse olhar, todo o processo criativo se torna mais importante e a identidade da marca começa a ser construída de forma mais sólida. Fazer esse trabalho exige tempo, então quanto antes você começa, mais rápido terá resultado.

AP. O que é mais legal de dar esse curso?
CM: Esse curso é no formato de workshop. Todo mundo coloca a mão na massa. A troca entre nós é super importante para mim. Além disso nesse curso eu apresento para a turma a metodologia que desenvolvi no meu trabalho ao longo desses anos. Os conteúdo das aulas você não encontra em nenhum livro de Branding. É algo que eu construí fazendo o meu trabalho.

AP. O que mais te inspira?
CM: Pessoas , natureza e a arte.

Aberta residência para editores independentes

A Feira Plana é a principal feira de publicações independentes do Brasil e já está a caminho de sua quarta edição em 2016. Sua idealizadora e realizadora chama-se Bia Bittencourt.


Bia é designer, trabalhou na Folha de SP e na MTV, e hoje divide a curadoria da Feira com o artista Carlos Issa. Foi através da curadora, produtora e também editora de zines independentes, Bebel Abreu, que Bia entrou em contato com o MIS – SP (Museu de Imagem e Som de São Paulo) grande apoiador e local onde acontece a feira.

Recentemente, a Plana lançou uma Biblioteca, espaço de compartilhamentos de livros e zines independentes no Elevado, em São Paulo. Não bastasse essa novidade, vem outra ainda mais incrível:

Residência Plana, é uma residência que contemplará 3 projetos de publicação independente com a oportunidade de frequentar durante um mês as dependências da editora Cosac Naify e as gráficas Meli-Melo Press e/ou Ipsis para editar, produzir e imprimir seus projetos que estarão em janeiro de 2016 na Feira Plana. A partir de 15 de agosto, neste link, você poderá se inscrever.

Por aqui, Bia bateu um papo com o A Pattern para contar mais sobre a Residência:

De onde surgiu a sua vontade de fazer a Feira Plana?
Veio de uma mistura entre a minha própria produção de publicações com uma viagem que fiz pra Nova York, onde conheci a histórica Printed Matter e a feira de livros que eles fazem no MOMA. Quando voltei pra São Paulo, escrevi o projeto sobre uma Feira que reunisse artistas e editores independentes.

Como aconteceu a parceria com a Cosac, Meli Melo e Ipsis?
Estive na Bahia com a editora da Cosac, Florencia Ferrari, e ela me sugeriu algo que unisse a Plana e a Cosac. Fomos conversando, unindo mais pessoas na conversa, a designer Elaine Ramos, o artista Carlos Issa e aí surgiu a residência num almoço divertido. Convidei as gráficas Meli-Melo e a Ipsis para integrar o time, eles já são parceiros desde o ano passado.

Que tipo de projeto a residência está buscando encontrar no processo seletivo?
Projetos que me surpreendam, boas ideias, projetos de cair da cadeira.

A Feira Plana tem planos de acontecer com novas edições em outros estados do Brasil?
Por enquanto ainda não, já recebi alguns convites, mas nada muito concreto. A Feira Plana pesa toneladas, é uma estrutura grande, confesso que não tenho um tratorzão ainda pra descolar ela de um lugar pro outro e que seja perfeito.

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Para saber mais informações:feiraplana.org

 

Dicas de Exposições do Andarilha

Em minhas andanças pelo projeto Andarilha, passo em exposições de arte, fotografia, moda, arquitetura, design. Algumas delas eu indico a visita pela hashtag #PassoAqui. É só seguir a gente lá no instagram (@_andarilha_) e acompanhar nossos passos ;]

Por aqui, compartilho algumas das dicas:

Ocupação Elomar: no itaú cultural, uma casa sertaneja é montada para contar a história do compositor, músico e arquiteto Elomar Figueira Mello. Até 23 de agosto. Mais informações aqui: www.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/ocupacao-elomar/

Bailes do Brasil: na Solar Marquesa de Santos  [Rua Roberto Simonsen, 136 – Sé], os curadores Jum Nakao e Ricardo Feldman transformam 6 salas em um verdadeiro baile. Como baile bom é baile cheio, foram selecionadas 230 fotos que mostram a relação dos nossos trajes com a ginga brasileira. Imperdível! Até 25 de outubro. Para saber mais, leia lá no Andarilha: projetoandarilha.com/bailesdobrasil

A experiência da arte: no Sesc Santo André, vale a visita. A exposição é um lugar de experimentar e é isso mesmo que o visitante (seja ele a criançada ou os adultos brincantes) é convidado a interagir e sentir obras de importantes artistas contemporâneos, como Vik Muniz, Ernesto Neto e Wlademir Dias- Pino. Para saber mais: www.sescsp.org.br

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Quem quiser indicar exposições também, é só usar #PassoAqui ou tagear nosso Instagram!

 

 

 

 

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