



Talvez você não se lembre dos jeans Fiorucci. Eu só tinha a imagem do casal de anjinhos na marca. Confesso que não imaginava que conhecer a sua história e de seu criador, Elio Fiorucci, seria compreender boa parte da atitude da moda e da arte dos anos 1970 e 1980.
Sua famosa loja na rua 59 em NY celebrou a era disco com a presença de inúmeros artistas: Andy Wahrol que lançou editoriais da Interview por lá; Michel Basquiat; Keith Haring, responsável pelo grafite nas paredes; o cantor Klaus Nomi que fez algumas bizarras performances teatrais nas vitrines, e, até mesmo, Madonna; que freqüentava o ambiente quando seu irmão trabalhava ali. Não foram apenas os artistas que fortaleceram a imagem da marca. Por trás de várias campanhas da Fiorucci estava o fotógrafo Oliviero Toscani e o lendário ilustrador Antonio Lopez.


Tivemos o prazer de conversar brevemente com Elio Fiorucci no 5 seminário internacional de comportamento e consumo; aonde ele apresentou sua marca Love Therapy.
Qual a principal diferença entre a moda dos anos 1970 e hoje?
Anteriormente a moda era mais livre, menos construída por códigos rígidos. Hoje a moda é austera, formal, muito séria. Eu diria que a Farm representa o despojamento que a Fiorucci apresentou no passado.
Qual a relação entre a arte e a moda Fiorucci?
A arte era pertencente ao estilo de vida. A liberdade estava ligada a arte e a vida. Klaus Nomi começou apresentando suas performaces na loja. Andy Warhol também lançou alguns editoriais da Interview no nosso espaço em NY. Conheci a todos por acaso, eles eram frequentadores das lojas. Todos estavam ligados a performace como um encontro entre a arte e a vida.
Obs: Como não sou jornalista e morro de vergonha ao entrevistar alguém, contei com a ajuda das queridas Marta Machado e Angélica Adverse. Obrigado meninas!




