editorial

8ª edição da Feira Tijuana de Arte Impressa

Acontece nesse final de semana, dias 8 e 9 de agosto, a Feira Tijuana na Casa do Povo em São Paulo. Idealizada pela Galeria Vermelho, a Feira Tijuana de Arte Impressa, teve sua primeira edição em 2009, a partir de uma parceria com o Centre National de L’Édition et de L’Art Imprimé (CNEAI, França). Um espaço fértil de apresentação, distribuição e comercialização de publicações, livros de artista, gravuras, pôsteres que conta com a participação de editoras nacionais e estrangeiras. Destaque para Carmen Araujo Arte Ediciones (Caracas), editora que organiza o Encuentro de Ediciones y Libros de Artistas e que participa da Feira pela primeira vez. A artista Selma Maria, que entrevistei lá no Andarilha, também estará na Feira com seus objetos poéticos! Bora lá?

8ª edição da Feira Tijuana de Arte Impressa @ Casa do Povo
Data: 8 e 9 de agosto de 2015, das 12h às 20h
Endereço: Rua Três Rios, 252, Bom Retiro, São Paulo
Entrada livre e gratuita
Para mais informações, acesse: www.casadopovo.org.br

Curso de Branding Farm + Perestroika

Quando soube que Carlos Mach, Julia Hachmann e Tatiana Viana – turma boa que tive o prazer de conhecer ano passado em uma palestra na Farm – vão dar mais uma edição do curso de “Branding”, logo pensei em divulgá-lo aqui no A Pattern. De nome complicado, o tal do “Branding” é, na verdade, o descomplicador de tudo na construção de uma identidade de marca. Ferramenta que se aprende, fazendo. Para quem está querendo abrir sua própria marca e construir uma linguagem inspiradora: se inscreva.

“BRANDING é um workshop de construção de marcas inteligentes em que abordarmos o conceito e teorias dessa ferramenta. O curso já está na 4º edição, mas agora ganha novo formato, ainda mais prático com dinâmicas ao final das aulas. A ideia é reforçar a troca de conhecimento e intensificar o feedback dos professores. Claro, e, mais do que nunca, colocar a mão na massa. É construção coletiva”, explica o Jean Philippe, diretor de Whatever da Peres.

Por aqui, fizemos umas perguntinhas para o Carlos, gerente de Branding da Farm, sobre essa paixão de dar o curso:

AP. Para alguém que está começando a criar uma marca, por que o Branding é tão importante?
CM: O Branding é um olhar profundo e ao mesmo tempo amplo sobre a marca. A partir do momento que você adquire esse olhar, todo o processo criativo se torna mais importante e a identidade da marca começa a ser construída de forma mais sólida. Fazer esse trabalho exige tempo, então quanto antes você começa, mais rápido terá resultado.

AP. O que é mais legal de dar esse curso?
CM: Esse curso é no formato de workshop. Todo mundo coloca a mão na massa. A troca entre nós é super importante para mim. Além disso nesse curso eu apresento para a turma a metodologia que desenvolvi no meu trabalho ao longo desses anos. Os conteúdo das aulas você não encontra em nenhum livro de Branding. É algo que eu construí fazendo o meu trabalho.

AP. O que mais te inspira?
CM: Pessoas , natureza e a arte.

Aberta residência para editores independentes

A Feira Plana é a principal feira de publicações independentes do Brasil e já está a caminho de sua quarta edição em 2016. Sua idealizadora e realizadora chama-se Bia Bittencourt.


Bia é designer, trabalhou na Folha de SP e na MTV, e hoje divide a curadoria da Feira com o artista Carlos Issa. Foi através da curadora, produtora e também editora de zines independentes, Bebel Abreu, que Bia entrou em contato com o MIS – SP (Museu de Imagem e Som de São Paulo) grande apoiador e local onde acontece a feira.

Recentemente, a Plana lançou uma Biblioteca, espaço de compartilhamentos de livros e zines independentes no Elevado, em São Paulo. Não bastasse essa novidade, vem outra ainda mais incrível:

Residência Plana, é uma residência que contemplará 3 projetos de publicação independente com a oportunidade de frequentar durante um mês as dependências da editora Cosac Naify e as gráficas Meli-Melo Press e/ou Ipsis para editar, produzir e imprimir seus projetos que estarão em janeiro de 2016 na Feira Plana. A partir de 15 de agosto, neste link, você poderá se inscrever.

Por aqui, Bia bateu um papo com o A Pattern para contar mais sobre a Residência:

De onde surgiu a sua vontade de fazer a Feira Plana?
Veio de uma mistura entre a minha própria produção de publicações com uma viagem que fiz pra Nova York, onde conheci a histórica Printed Matter e a feira de livros que eles fazem no MOMA. Quando voltei pra São Paulo, escrevi o projeto sobre uma Feira que reunisse artistas e editores independentes.

Como aconteceu a parceria com a Cosac, Meli Melo e Ipsis?
Estive na Bahia com a editora da Cosac, Florencia Ferrari, e ela me sugeriu algo que unisse a Plana e a Cosac. Fomos conversando, unindo mais pessoas na conversa, a designer Elaine Ramos, o artista Carlos Issa e aí surgiu a residência num almoço divertido. Convidei as gráficas Meli-Melo e a Ipsis para integrar o time, eles já são parceiros desde o ano passado.

Que tipo de projeto a residência está buscando encontrar no processo seletivo?
Projetos que me surpreendam, boas ideias, projetos de cair da cadeira.

A Feira Plana tem planos de acontecer com novas edições em outros estados do Brasil?
Por enquanto ainda não, já recebi alguns convites, mas nada muito concreto. A Feira Plana pesa toneladas, é uma estrutura grande, confesso que não tenho um tratorzão ainda pra descolar ela de um lugar pro outro e que seja perfeito.

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Para saber mais informações:feiraplana.org

 

Criança, pise a grama!

O Piseagrama faz reflexões sobre o espaço público e é conhecido por, na época das campanhas eleitorais em Belo Horizonte, criar tapumes com dizeres como “ônibus sem catraca”, “uma praça por bairro” sugestões de possíveis propostas de candidatos para a cidade, colocando-os ao lado dos cavaletes com fotos e números dos políticos. Uma crítica à forma como escolhemos nossos governantes que virou moda em sacolinhas que perambulam pela cidade e incitam diálogos para quem passa e vê. “Como assim carros fora do centro?” já ouvi de uma senhora que perguntou à uma amiga que andava com uma sacola pendurada no braço.

Para um projeto de financiamento coletivo, o Piseagrama decidiu incluir as crianças nestas propostas. E criou camisetas com os dizeres “Goiaba e Pitanga na calçada”, “Velotrol na Avenida”, “Roda gigante sem catraca” e “um balanço por árvore”. Eu ainda sugeriria mais uma camiseta: “criança, pise a grama”!

Once Magazine

As histórias das fotografias. Curadoria at it’s best!

Comente | Categoria(s): editorial, fotografia

Piseagrama

Atlas Ambulante from piseagrama on Vimeo.

Varais from piseagrama on Vimeo.

Você conhece a publicação PISEAGRAMA? Sobre Espaços Públicos: existentes, urgentes, imaginários. PISEAGRAMA é uma das quatro revistas selecionadas pelo Edital Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura em 2010. De periodicidade bimestral e tiragem de 10.000 exemplares, é distribuída gratuitamente em mais de 30 cidades de todo o Brasil. Feita pelo Instituto Cidades Criativas editada por Fernanda Regaldo, Renata Marquez, Roberto Andrés e Wellington Cançado.

Entrevista do jornalista Daniel Toledo com o editor da publicação Roberto Andrés:

Arquiteto e mestre em arquitetura pela UFMG, Roberto Andrés é editor da revista “Piseagrama”, ao lado de Fernanda Regaldo, Renata Marquez e Wellington Cançado. Viabilizada pelo programa Cultura e Pensamento, do Ministério da Cultura, a revista dedica-se às relações entre arte, arquitetura e política e será lançada hoje, em um piquenique realizado ao ar livre na rua Sapucaí.

Vocês descrevem a revista “Piseagrama” como uma plataforma de investigação das possibilidades de compartilhar, imaginar e produzir as cidades. Quais foram as principais motivações para a criação de uma revista dedicada a essas questões?

A motivação inicial foi certamente a situação do espaço público nas cidades contemporâneas brasileiras. Todos nós temos esse incômodo com a transformação dos espaços públicos em meras conexões entre lugares privados, com esse esgarçamento da ideia do que é compartilhar uma cidade. Acreditamos que o que é público deve ser usado, e não deixado de lado. Aliás, vem daí o nome da revista. A grama deve ser usada, assim como os parques. Essa obsessão sobre não poder pisar na grama, por exemplo, eu nunca vi em outro lugar. Construímos nossa noção de urbanidade a partir de várias influências, dentre as quais os shoppings norte-americanos e os parques europeus, mas parece que alguma coisa se perdeu no caminho e acabamos criando uma maneira muito curiosa de lidar com a natureza dentro da cidade.

A revista tem uma interdisciplinaridade muito grande, abordando a vida urbana a partir de diversas perspectivas. Como você define o escopo atual da revista?

Para começar, cada um de nós vem de formações e experiências diferentes, que perpassam campos como artes, arquitetura, geografia e ciência política. Nesse sentido, é muito natural que a revista tenha essa característica multidisciplinar. Por outro lado, há interesses muito claros e muito compartilhados entre nós. Um deles é pensar a arte a partir das questões do mundo, e não em sua relação com a história da arte. Queremos lidar com as questões do mundo, e a arte é um de alguns campos que elegemos para fazer isso. Compartilhamos, para além disso, uma perspectiva política bem clara, que conduz a revista e corresponde à ideia de estimular a ocupação do espaço público.

“Acesso” é o tema do primeiro número da revista. A partir de que perspectivas o tema é abordado?

Nossa ideia inicial era tratar de mobilidade urbana, ou seja, de acesso à cidade. Como deve acontecer em todas as edições, trouxemos várias perspectivas sobre o tema, expandindo a discussão para o acesso à moradia, à internet, à informação etc. Entre os textos selecionados para o primeiro número, há quatro artigos sobre artistas que exploram esse tipo de questão, dentre os quais uma fotógrafa basca que, subvertendo fatos urbanos, criou um ensaio a partir de um engarrafamento de 200 carros. Há ainda artigos mais políticos e relacionados à gestão urbana, que remetem a cidades como Bogotá, a qual passou recentemente por uma grande transformação. Nesse mesmo sentido, há um artigo inédito escrito pelo Lúcio Gregório, que foi secretário de Transportes da Luiza Erundina (em São Paulo) e propôs, na época, um sistema de transporte público que fosse pago indiretamente, como é o caso do lixo e da iluminação pública. Ao longo do artigo, ele tenta pensar na revolução que seria locomover-se “de graça”, apresentando, inclusive, exemplos de cidades onde isso acontece.

A revista vai ser lançada durante um piquenique urbano idealizado pelo Wellington Cançado, que também é editor. De que modo esse evento se relaciona com a proposta editorial da revista?

Em primeiro lugar, o piquenique acontece na rua (Sapucaí, em Santa Tereza, a partir das 12h), o que já tem tudo a ver com a nossa proposta. Ele é colocado como possibilidade de usufruir, ainda que por tempo restrito, de um espaço destinado aos carros. Esse espaço vai ser coberto por 250 metros de grama, permitindo que as pessoas se sentem, estendam suas toalhas e experimentem a sensação de pisar na grama, de estar ali, num espaço público. Além do lançamento da revista e da sua distribuição gratuita, haverá feirinha de arte, artesanato e design. Tudo ao ar livre.

Nos últimos tempos, temos vivido em Belo Horizonte uma série de polêmicas e debates relacionados à regulação e à ocupação do espaço público. Como você analisa esse momento?

Acho que a cidade passa por um momento muito simpático para o lançamento da revista, com eventos como o Carnaval de rua e a Praia da Estação. Por outro lado, toda essa movimentação tem um lado muito curioso: quando o governo local se torna mais conservador, mais pesado e fechado para o diálogo, alguns grupos acabam avançando na sua maneira de se organizar e se contrapor a esse governo. É ótimo que isso esteja acontecendo, mas seria importante que essas ações se expandissem, se consolidassem e deixassem de funcionar como reações – o que, aliás, já vem acontecendo em alguns casos. É muito bom ver o centro sendo reocupado por eventos como o Duelo de Mcs e espaços como o Nelson Bordello e a sede do Espanca!, entre outros. Espero que a “Piseagrama” surja como mais uma força nessa mesma direção.

De que maneiras você acredita que a revista pode contribuir para novas culturas urbanas?

Algo que a revista realmente pode fazer é expandir a imaginação das pessoas, pois as práticas de gestão e ocupação estão sempre ligadas àquilo que a gente conhece. O nosso tema são as cidades brasileiras e as questões que afetam essas cidades. Para tratar disso, é interessante investigar o que acontece aqui e também em outras cidades e países, investigar de que maneira algumas cidades estão tirando os carros das ruas, abrindo espaço para o transporte público e as bicicletas, por exemplo. Queremos oferecer sempre uma geografia diversa de colaboradores, para que a coisa não seja local e, ao mesmo tempo, não seja subserviente, como se só aquilo que vem de fora fosse válido. Esse número traz, por exemplo, o artigo de um arquiteto sueco que veio morar em Belo Horizonte durante três meses. Nesse artigo, ele reflete sobre a questão da mobilidade por aqui, a qual realmente aparece como um problema. Enquanto na cidade dele há um mapa que organiza todo o sistema de transporte, com trem, metrô e barco, aqui em Belo Horizonte não existe sequer um mapa com todas as linhas de ônibus.

Por fim, qual é a sua visão sobre o lugar da arquitetura e dos arquitetos em meio a essa discussão sobre a ocupação dos espaços da cidade?

Talvez seja um bom momento para que os arquitetos voltem-se menos para a construção e mais para o pensamento, para a invenção de novos modos de usar aquilo que já está construído. Evidência disso é um estudo realizado por um colega meu, o qual revelou que, para suprir a demanda de moradia, não é necessária a construção de mais nenhuma casa. Por meio desse estudo, concluiu-se que o número de imóveis vazios praticamente corresponde ao número de pessoas que não tem imóveis. Sendo assim, os estudantes de arquitetura, que geralmente ficam muito voltados à construção, poderiam se voltar mais a como usar, como subverter e reorganizar os espaços atuais. Em muitos casos, a construção acaba sendo uma possibilidade pouco transformadora e pouco propositiva quando comparada a outras possibilidades de atuação.

Everything I Wish I Could Be

Apaixonada por este projeto. Kent Rogowski fez esta série de colagens de títulos de livros de autoajuda para criar portraits de pessoas, eventos e emoções na vida:

From Birth to Death

Yesterday, Today and Tomorrow

There Is A Rainbow

Let Yourself Go [via]

COLORS MAGAZINE AT MESA&CADEIRA








A Colors Magazine desenvolveu um guia sobre como sobreviver em São Paulo no workshop mesa&cadeira em outubro. 200 milhões de pessoas e um bom sabonete chama dinheiro!

ALLA CARTA

M/M Paris

Um livro sobre o estúdio M/M Paris e suas colaborações em trabalhos de designers como Yoji Yamamoto, Balenciaga, Calvin Klein, Stella McCartney, Marc Jacobs, entre outros. Quero!

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