experiência

Dicas de Exposições do Andarilha

Em minhas andanças pelo projeto Andarilha, passo em exposições de arte, fotografia, moda, arquitetura, design. Algumas delas eu indico a visita pela hashtag #PassoAqui. É só seguir a gente lá no instagram (@_andarilha_) e acompanhar nossos passos ;]

Por aqui, compartilho algumas das dicas:

Ocupação Elomar: no itaú cultural, uma casa sertaneja é montada para contar a história do compositor, músico e arquiteto Elomar Figueira Mello. Até 23 de agosto. Mais informações aqui: www.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/ocupacao-elomar/

Bailes do Brasil: na Solar Marquesa de Santos  [Rua Roberto Simonsen, 136 – Sé], os curadores Jum Nakao e Ricardo Feldman transformam 6 salas em um verdadeiro baile. Como baile bom é baile cheio, foram selecionadas 230 fotos que mostram a relação dos nossos trajes com a ginga brasileira. Imperdível! Até 25 de outubro. Para saber mais, leia lá no Andarilha: projetoandarilha.com/bailesdobrasil

A experiência da arte: no Sesc Santo André, vale a visita. A exposição é um lugar de experimentar e é isso mesmo que o visitante (seja ele a criançada ou os adultos brincantes) é convidado a interagir e sentir obras de importantes artistas contemporâneos, como Vik Muniz, Ernesto Neto e Wlademir Dias- Pino. Para saber mais: www.sescsp.org.br

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Quem quiser indicar exposições também, é só usar #PassoAqui ou tagear nosso Instagram!

 

 

 

 

O desenho, enfim, com todos e para todos

Em 2013 eu tive a oportunidade de sair um pouco do circuito de design pelas agências. Fui resgatar minha paixão pela arte, entrevistei artistas e curadores, flertei com a antropologia, vi vários documentários e me apaixonei novamente pela fotografia e pelo cinema brasileiro. O design virou minha ferramenta de trabalho e não mais a principal fonte de estudo e pesquisa.

Até que recebi um convite: trabalhar para a Bienal Brasileira de Design. Volto a olhar a palavra, que já começava a soar estrangeira – o design, ou também, o desenho. Para minha surpresa, muda-se um pouco o ângulo, não basta apenas inclinar a cabeça, é necessário mesmo girar o corpo todo.

É um convite para se sentar não apenas na cadeira assinada, mas no banco comunitário da praça. Vamos compartilhar lugares públicos com todos, do idoso à criança, do gordo magro, do baixo ao alto. Um convite a olhar uma outra etiqueta das peças: a do preço. Vamos investigar a acessibilidade também econômica de um bem de consumo. Não só. Convidemos a todos a pensar o uso cotidiano de cada produto criado para melhorar a qualidade de vida de quem os consome.

“Design for Social Change”, “Inclusive Design”, “Open Design”, “Accessible Design”, “Design for the Other 90 per Cent”, “Design for All”. Tantos conceitos para tentar tatear o que parece importante: o desenho para ser inclusivo e não exclusivo; o desenho que é acessível e não inatingível; o desenho que é para todos e com todos – para melhorar nossas vidas.

Observo atentamente as bicicletas compartilhadas, os parklets nas ruas movimentadas, os livros para crianças em fase de alfabetização também em braille e a sinalização de espaços públicos, por exemplo. E sorrio a cada projeto, feito por estudantes pelo Brasil, que ainda vai encontrar a industria para sugerir essa mudança de olhar.

Se você participou/conhece projetos de design implementados dentro dessa proposta curatorial, envie-o para o bbd.curadoria@gmail.com. Não esqueça de falar o nome do projeto e o estado onde foi criado e produzido.

As fotos que ilustram esse post são do projeto Sinalização Noite Branca do Parque, de Ricardo Portilho e Fernando Maculan para a Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte, em 2012.

Minha vida, um videoclipe…por Anita Giansante

Continuando a relação entre música e memória, músicas também são capazes de recriar lugares e sensações, certamente de uma maneira bastante pessoal. Viajar é algo que faz parte de mim, adoro o choque cultural, aquele estranhamento que nos revela – por mais difícil que seja admitir certas vezes – como conheço pouco sobre culturas diferentes da minha. Tenho a sensação que ao me desconectar do cotidiano os sentidos ficam mais aguçados, junto com a vontade de aproveitar cada segundo desse tempo (algo que acho que deveria acontecer todos os dias).

Bangcoc foi uma surpresa, era a primeira vez que visitava a Ásia e não sabia muito bem o que esperar. Foi um choque ver a cidade grande, cheia de prédios e outdoors, ruas cheias, shoppings gigantes com lojas do mundo todo. O choque na verdade aconteceu por conta de tudo isso se mesclar a templos, budas, lanternas vermelhas de papel, casas a beira do rio, vendedores de fruta que usam barcos como suas “lojas”.

A cidade é a do encontro de diversos mundos e tempos, mistura de tradição e inovação. Por mais que cidade seja uma grande cidade é habitada por fé e rituais. O lugar que mais me impressionou foi o templo Wat Arun (o templo do amanhecer), ele é colorido, cheio de detalhes como torres finas e compridas, fica a beira do rio. Ver esse templo a beira do rio e ir embora da cidade de barco passando por baixo de uma ponte gigante e moderna. Foi um grande exemplo da principal característica que levei de Bangcoc: contrapontos que não se anulam e sim se complementam.

Triologia de músicas para mim incorporam essas complementações, além de Beatles ter sido muito presente ao longo da viagem.

The Beatles – While My Guitar Gently Weeps

The Barr Brothers – Old Mythologies

Stealing Sheep – Shut Eye

Comente | Categoria(s): experiência, música

I WISH THIS WAS

Depois do furacão Katrina, a cidade de New Orleans ficou carente de muitas lojas que existiam ali e que nunca retornaram seu funcionamento. Candy, uma moradora da cidade, criou esses stickers escritos “Eu queria que isto aqui fosse____” para colar na porta dessas antigas lojas, com o intuito de que as pessoas escrevessem o que elas sentem falta em New Orleans.

Quando vi este projeto incrível, que hoje já acontece em outras cidades, fiquei pensando como queria criar stickers assim e colar na frente de tantas construções novas nas cidades brasileiras. Eu escreveria: “Eu queria que isto aqui fosse um parque público”, ou “Eu queria que isto fosse um espaço cultural”. Inspirador!

São Paulo: Carlos Cruz Diez na Pinacoteca

Se você ainda não foi conferir essa exposição, vá! Não adianta eu colocar fotos dos quadros aqui e você achar bonito. É preciso descobrir, no constante vai e vem do corpo de um lado a outro do quadro, que a arte de Cruz Diez é um parangolé para os olhos. Um quadro chapado e liso se transforma em diversos quadrados coloridos, ou ainda, num degradê de cores. Ao final do corredor, 3 ambientes coloridos te convidam a entrar na obra. Se você é como eu, tirou várias fotos (até pulou em várias delas) e fez vários quadros. <3

 

Digitaria at 4FASHIONSHAKE IV

Moda e arte na apresentação do grupo Digitaria. [via]

Comente | Categoria(s): arte, experiência, moda

Mesa & Cadeira

Outro dia, conversando com a querida Barbara Soalheiro, ela me contou de um dos seus mais novos projetos. Tudo que ela faz sempre vale conferir. E o melhor é que dessa vez podemos participar! Para quem mora em São Paulo, me faça inveja, sim?

Sobre Mesa&Cadeira from mesa e cadeira on Vimeo.

Mesa&Cadeira é um projeto de workshops baseado numa ideia bem simples: e se a gente reunisse um grupo pequeno de gente muito talentosa em volta de uma mesa, para trabalhar em um briefing específico?! E se este grupo fosse liderado por alguém inspirador e com bastante experiência?

A primeira Mesa vai ser liderada por ninguém menos que Andy Cameron, que já dirigiu os departamentos de Interactive da Wieden+Kennedy de Londres e foi por anos o diretor geral da Fabrica. O currículo dele também inclui a fundação do Atirom, um coletivo hipermídia de Londres, que nasceu nos anos 90 e se tornou referência no mundo todo.

 

Andy Cameron of W+K @ BDW 2011 from Belgrade Design Week on Vimeo.

O Andy já dirigiu um monte de ótimos projetos colaborativos – Kaiser Chiefs, United People, o lab da Colors, as vitrines interativas Colors of Movement – e é um cara acostumado a usar tecnologia para tornar boas ideias mais engajadoras. Em todos esses projetos, tá lá a vontade de que a marca perca o controle e deixe que as pessoas participem.

 

O tema central da Mesa liderada por ele é como fazer colaboração funcionar para você – e não contra você. “Houve um tempo em que algumas pessoas criavam e outras consumiam. Agora, todo mundo cria. Todo mundo é um autor. O que isso muda na vida de quem vive de criar conteúdo? Como essa nova realidade transforma a vida de editores, músicos, diretores de cinema, criativos em geral?”, pergunta Cameron.

Para quem gosta de fazer, mais do que de discutir. De 10 a 14 de outubro, sempre das 18h às 22h e dia 9 de outubro, domingo, conversa inaugural das 17h às 19h no Atelier Marko Brajovic. Inscrições/Informações: www.mesaecadeira.org

Post de férias: a felicidade impossível

A Pattern a Day está de férias! Quem posta por aqui hoje é o querido Gui, designer talentoso que edita o blog-dos-sonhos Turquoise!

Há uns tantos dias, vi na televisão uma reportagem sobre a prévia aprovação da “Lei da Felicidade”. Caso seja aprovada definitivamente, essa lei incluirá na Constituição brasileira o direito à busca pela felicidade. Quando vi essa notícia, lembrei-me de um post que li aqui nesse blog há um tempo, chamado “O imperativo da felicidade“. Nele, a Ana escreveu sobre essa imposição feliz que vivemos hoje, essa crise de paixões desmedidas, de inspirações infidáveis, de momentos únicos publicados via instragram. A tristeza virou uma doença contagiosa, e agora por lei, você poderá exigir como direito a sua busca pela felicidade. Mas seria tão simples assim? A felicidade é um direto irrevogável, ou um processo?

Nos anos em que o bem-estar se confunde com realização profissional, uma vida romântica movimentada e uma publicitação do sucesso pessoal, esquece-se cada vez mais que há momentos que todas as luzes apagam. No blog Juntar os cacos, o autor fala que hay gente que si e gente que no. A gente que sim, “aqueles que baixam até bem fundo, para os porões de dentro e têm a coragem de acender a luz. De ver o que não é bonito. De tirar o lençol dos seus fantasmas e enxergar seus rostos. Tão embaixo conseguem descer, que chegam a encontrar ali o diabo andando de bicicleta, brincando em seu playground. Há gente que fez esse processo.”

E é isso, viver como gente que não, na ilusão de que a vida é um carrossel colorido, nos faz viver na superficialidade das coisas. Gosto muito de um álbum chamado “Sea Change”, do Beck. As composições são completamente influenciadas por um fim de relacionamento e o disco foi considerado um marco na carreira do cantor. São canções tristes de um momento triste. Mas que permitiram-o mudar, “celebrar a tristeza” também é uma forma de superá-la. Talvez mais do que negar.

Em um post recente no blog O Purgatório, Camilla Costa comenta sobre essa relação entre o que fazemos e nossa realização (ou felicidade?): “como eventualmente aprendemos, o nosso trabalho diário, ou aquele que fazemos para pagar as contas, não precisa ser aquilo que nos realiza completamente. Querer que o trabalho nos realize – ou o casamento, pela mesma lógica – costuma fazer com que qualquer frustração ou período de desmotivação pareça intolerável e mais trágico do que é na verdade.”

Talvez seja o excesso de leitura de romances, ou muita televisão, mas além de imperativa, espera-se que a felicidade hoje brote por todos os lados da vida: pelo trabalho, pelos relacionamentos, até por direito constitucional. Mas que não, talvez na vida real, ela seja só uma busca infindável de momentos, um processo de maturação. É como o trabalho de criação: procuramos sempre o novo, não inventando, mas criando novas conexões entre coisas que existem, já estão prontas por aí. Mas antes disso há um processo: pesquisa, angústia, falhas, tentativas frustradas. Para mim, nunca vão convencer que será tão fácil quanto um jogo de ligar pontos.

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Wrapping Garment by Jungeun Lee

Adorei a experimentação do material e dos volumes no projeto de graduação de Jungeun Lee em Textile Design da RCA de Londres.

Wrapping synthetic fibre around a desired form or chosen objects fascinates me. Through a heating process, wound fibre transformes itself into a 3-dimensional moulded garment bringing expected and unexpected sculptural silhouettes.

Comente | Categoria(s): experiência, moda, tendências

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