fotografia

Molly Evans e Lionel Richie <3

Molly Evans é uma artista que borda letras de músicas do cantor Lionel Richie em móveis velhos descartados nas ruas. Vi lá no facebook da Juliana Cunha.

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12POSES #2 por Pedro Fonseca

JULHO, edição#02, tema:
Calma, pressa.

Foram poucos dias entre Paris e Londres. Entre contemplar e seguir adiante. Entre ter tempo e precisar dele. Entre sentar e andar. Entre ver o rio que passa e passar pelo rio que vejo. Entre degustar e beber. Entre jardins e tubos subterrâneos. Entre o passado conservado e o futuro visível. Entre esperar um pouco mais e clicar imediamente. Entre revelar e salvar. Entre editar e deixar como está. Entre digital e analógico. Paris, en passant. London, in a hurry. O segundo 12poses conta com 12 imagens que me transportam para onde acabei de chegar –mas ainda permaneço.

PARA VER O SEGUNDO ENSAIO DOS 12 POSES, CLIQUE AQUI

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12 POSES #1 por Pedro Fonseca

Meu nome é Pedro Fonseca e não tenho direito a muitas palavras aqui. Explico.
Ana Luiza me fez este convite irrecusável:
– Quer ser colaborador do A Pattern a Day?
Em seguida, a mesma voz mineira (doce) me deu esse susto:
– Mas não pode ser nada com textos. Só fotos.

Depois da risada (minha) notei que a conversa era séria (dela).
Topei o desafio. Mais porque sou teimoso do que por ser fotógrafo. Aliás, isso não sou.

[O projeto 12poses nasceu assim, do convite para ser colaborador, da maluquice da Ana Luiza em pedir que eu não escrevesse, mas sim fotografasse. Funcionará assim: a cada mês, 12 cliques feitos por mim, sobre algum tema específico que irei escolher. Espero que gostem.]

JUNHO, edição#01, tema:
Grandes achados na internet
(ou: os fins justificam o meio)

Muita gente pinta a internet como vilã. Que nos isola, nos afasta dos outros, nos desumaniza. Discordo veementemente. A internet é apenas aquilo que fazemos dela. O nosso uso diz o que ela nos dará. Por causa dela, conheci e reencontrei muita gente foda. O primeiro 12poses conta com 12 pessoas que fazem parte desse meu universo de (re)descobrimento: Clara Reynaldo, Fernanda Cabral, Fernando Weno, Julia Rebouças, Luciana Martinez, Manuela Alcoforado, Mariana Caldas, Mariana Campanatti, Marina Goulart, Mark Cardoso, Olivia Yassudo, Tatiana Palladino. A eles, meu muito obrigado. Por toparem o ensaio. Por aceitarem minha solicitação de amizade na vida real.

PARA VER O PRIMEIRO ENSAIO DOS 12 POSES, CLIQUE AQUI

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Para um jovem de brilhante futuro, Carlos Zilio

“A partir de obras de artistas como Carlos Zilio, o potencial político da arte passou a ser associado com a subversão de códigos e regras. O artista problematizou a pintura, aplicando-lhe objetos variados ou até mesmo negando sua natureza bidimensional, a fim de demonstrar que ela não estava perpetuamente condenada a ser fixada em paredes. Com isso, contribuiu para a afirmação da arte como território de articulação de ideias, não necessariamente restrito à denúncia explícita da realidade. Sua busca incessante por novos suportes artísticos justificava-se como reação ao contexto da ditadura militar, orientava-se para a realidade do país, contra a exploração da mão de obra, o amordaçamento e a supressão das vozes dos inimigos do regime. Aparentada com a linguagem de fotonovela, a série fotográfica Para um jovem de brilhante futuro é uma das realizações mais irônicas do artista. A maleta “007”, símbolo de quem naquela altura ingressava no mercado de trabalho sem outras preocupações que não os altos salários, é metáfora de uma armadilha. Seu recheio de pregos, organizados com o rigor de um batalhão, é uma denúncia imprevista, uma advertência para os perigos contidos nos sonhos dos jovens alienados”. [via]

 

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Para-si por Santana Dardot

O San foi meu primeiro chefe, foi ele quem me deixou ainda mais apaixonada pela arte, pela fotografia e pelo design. Eu não me esqueço dos desenhos que ele fazia para dar de presente aos amigos. Um olhar sensível que agora foca na fotografia. Exposição imperdível, em Belo Horizonte:

Para-si
(s.m., inventado): artefato de canalização da energia trocada entre seres e objetos [um "para-raio" de si].
Fotografias de Santana Dardot

O olhar como um início. Em cenas cotidianas, a vida de protagonistas, coadjuvantes e do narrador se dependem, conflituam e trasmitem — como a energia de objetos e pensamentos capturados e aproximados pelo alcance da lente — estórias que ultrapassam o limite do instante. Sem a marca de um impulso original e sem passado (a não ser o transmitido no presente), transformam, criam e tornam-se espontaneamente um futuro não revelado.

A exposição abre no dia 27 de Março, às 19h e pode ser visitada até o dia 21 de abril, no Restaurante 2013 (R. Levindo Lopes, 158 – Savassi – Belo Horizonte).

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PASSENGERS BY JOHN SCHABEL

Nos anos 90, John Schabel tirou fotos de passageiros em aeroportos usando uma lente de 500 milímetros reflex com uma lente teleconverter 2x (dando-lhe zoom 1000mm) sem a permissão de ninguém. O que o daria muito problema nos dias de hoje, originou verdadeiras raridades de momentos intimistas. Lindo! [via]

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Finding Vivian Maier

“Em 2009, o agente imobiliário de 26 anos John Maloof pagou em um leilão $400 numa caixa cheia de negativos de fotos do cotidiano da cidade de Chicago, pois estava fazendo uma pesquisa para documentar a história do principal parque da cidade, o Portage Park.

Quando começou a escanear os negativos percebeu que, mesmo não entendendo muito sobre a arte, as fotografias pareciam trabalho de um fotógrafo profissional. Na mesma hora fez um post em uma comunidade de fotografia de rua no flickr, perguntando se aquele material tinha algum valor artístico e o que fazer com os mais de 40.000 negativos que tinha comprado, entre eles vários rolos de filmes ainda não revelados. Foi assim que o nome Vivian Maier começou a aparecer no mundo da fotografia e está em rumo a posição de um dos maiores ícones da fotografia de rua, junto com Bresson, Walker Evans, Doisneau, Robert Frank, entre outros.

Filha de mãe francesa e pai austríaco, Vivian Maier nasceu em Nova Iorque em 1926, mas viveu entre os EUA e a França até os 25 anos quando se mudou definitivamente para os EUA. Em 1956 se mudou para Chicago onde começou a carreira de babá, que durou 40 anos. Segundo algumas das famílias para quem trabalhou, Vivian era uma pessoa extremamente solitária e passava os dias fotografando pelas ruas. Nas palavras do dono da coleção:

Ela era socialista, feminista, crítica de cinema e tinha uma personalidade forte. Aprendeu inglês indo ao teatro, uma de suas paixões. Ela usava jaqueta e sapatos masculino e um chapéu na maioria do tempo. Fotografava o tempo todo e nunca mostrou as fotos para ninguém.

Com o passar do tempo, Vivian viajou pelo mundo tirando fotos e acumulou mais de 200 caixas de negativos. Também colecionava recortes de jornais e fitas de áudio de conversas com as pessoas que ela fotografava. No final da vida, já não conseguia mais trabalhos como babá e acabou morrendo em 2009, sem nunca ter visto a maioria de suas fotos.

Suas incríveis fotos são basicamente sobre a vida cotidiana, tanto de ricos quanto de pobres. Vivian era uma testemunha do seu tempo e do mundo ao seu redor e o seu senso de composição foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção. Parece que ela já nasceu pronta para isso, pois nunca estudou formalmente a arte.

Atualmente só uma pequena porção dos 100.000 negativos que John Maloof adquiriu foram revelados, o que só deixa claro que a gente ainda vai ouvir falar bastante de Vivian Maier no futuro. Um livro sobre ela já foi lançado ano passado e um documentário está em fase de produção. Para saber mais visite o site que Maloof criou para publicar as fotos.” via anorak

Finalmente, o trailer do filme que tenta desvendar um pouco mais sobre a fotógrafa – e babá – Vivian Maier:

 

Comente | Categoria(s): cinema, fotografia

E de repente a vida te vira ao avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo!

Há momentos na vida em que tudo o que você precisa é de uma reconstrução total: mudar a cor do cabelo, fazer uma tatuagem, adquirir um estilo novo, repaginar a vida.

Eu vivo algo similar, porém, quanto mais eu tento mudar, mais eu me descubro feliz é com o que sou mesmo. Talvez, eu só tenha me esquecido que era assim, com esse cabelo castanho que vira e mexe fica ruivo; com essa pele branca que tem cicatrizes da infância mas nenhuma tatuagem; com esse estilo sem definição, que adoraria ter um armário com tudo que posto por aqui, mas nao tem dinheiro para comprar nem a coleção do Marteen Van Der Horst pra topshop, rs!

Às vezes, tudo que a gente realmente quer em momentos de grandes mudanças é se encontrar, é ser a gente mesmo, aquele alguém que a gente sabe que é muito especial, mas que guardamos na gaveta e nos esquecemos do valor. É nessa hora que pessoas muito queridas aparecem para te lembrar que: sim, você é muito. E eu só posso agradecer por estar cercada delas.

Eu sempre disse que o melhor de se ter um blog – e esta semana ele completa 4 anos – são os encontros que ele te proporciona. São justamente estas pessoas que se dão ao trabalho de dizer “ei, adoro seu blog” que me fazem continuar cada dia. Já conheci o talento mais promissor da curadoria e das artes chamado Anita; a trendsetter do cabelo da cor do coração mais doce chamada Nina; a minha musa da vida de sucesso e amiga pra vida chamada Lu; a maior ativista do movimento altruista que incentiva projetos incríveis chamada Ju; as transformadoras contentes; as top mulheres com o nome mais lindo do mundo - Carol do AmeCarol do Follow; a mais que q-u-e-r-i-d-a Fê da Oficina; entre muitas outras pessoas tão especiais.

Uma dessas tem apenas 20 e muitos poucos anos e se arriscou ao me chamar para dar uma palestra na faculdade em que estuda – ufa, acabou virando um amigo. O Pedro é “uma wikipédia ambulante” e um fofurice hunter! Foi ele quem encontrou em mim um ser, mesmo sem maquiagem no rosto, interessante de se fotografar. Numa sessão em sua casa, ele me roubou uns bons sorrisos numa dose cavalar de descoordenação (rs) e me encheu de purpurina para me fazer brilhar – ainda mais!

São nesses momentos que eu penso como tenho a sorte grande de encontrar raridades através de um blog. Eu, que buscava tanta inspiração nas artes, na moda, no cinema, na música, fui me apaixonar pelo mais incrível – as pessoas! Eu só queria dizer uma coisa: vocês são muito! <3

Crédito: Pedro Pinho

11 Comentários | Categoria(s): fotografia

Once Magazine

As histórias das fotografias. Curadoria at it’s best!

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