


Sensacional esta idéia! O designer Toby Horrocks e o arquiteto Kristian Aus criaram um sistema de móveis para a loja Design Dispensary, em Melbourne: o freefold furniture! Basta desdobrá-los da parede e pronto! Amei.




Sensacional esta idéia! O designer Toby Horrocks e o arquiteto Kristian Aus criaram um sistema de móveis para a loja Design Dispensary, em Melbourne: o freefold furniture! Basta desdobrá-los da parede e pronto! Amei.






“Gender blender”, a famosa androginia, esta cada vez mais presente na moda. Não é so a calça “do namorado”, o coletinho e todos os resquícios da alfaiataria da roupa masculina que foram parar no armário feminino. Pode reparar, os desfiles masculinos são, assim como o de primavera/verão do designer Juun J, repletos de tecidos leves, modelagens mais soltas, drapeados e jaquetas de alfaiataria super acinturadas que remodelam pouco a pouco a silhueta dos meninos. Adoro!
Outro bom exemplo da nostalgia a que me referi neste post: “The further we look into the future, the more we realize people want things that they liked in the past.” Quer uma? Ou quer aprender a customizar a sua?!
Martin Raymond, editor da The Future Laboratory, explica a relevância do trabalho dos forecasters e traz uma perspectiva muito interessante a respeito do futuro:
“The further we look into the future, the more we realize people want things that they liked in the past. The future is how we used to live in the past only more efficiently, more local, more seasonable and even quicker.”
Prova disto são as diversas ações de marketing que valorizam cada vez mais o regionalismo. Um bom exemplo é esta campanha do True City App da Nike, um aplicativo gratuito para iphone que dá acesso a uma comunidade com “formadores de opinião” que compartilham tudo o que acontece de mais interessante na sua cidade.
A Lu me lembrou deste vídeo do wgsn feito por Jackson Araujo (famoso pelo sound-styling de diversas marcas famosas), pelo designer Renan Costa Lima e pelo video-artista Fernando Stutz. Ele já tinha sido postado aqui mas que adorei revê-lo para notar que as tendências se confirmam!
Fair & Square – “A ênfase da forma sobre a função, o valor do mínimo necessário; um reflexo do aprendizado pós-crise de saber viver com menos, mas mesmo assim, sem abrir mão do calor e da modernidade. Além da simplicidade, tem como valores soluções alternativas para velhos problemas e a idéia de ser direto, na comunicação e no design.” ( Me lembrou um texto que postei aqui há pouco tempo: o Consumo da Simplicidade, de Beth Furtado)
Timelines – “Com as possibilidades infinitas de absorção e repertório que dispomos, trata-se de reverenciar o passado distante e usar a tecnologia de hoje como filtro para reinterpretá-lo, propondo um ritmo de vida e de observação mais lento, como no passado, para criar novos registros históricos.” (Já repararam a quantidade de coleções sobre memória?! E a explosão do consumo vintage?)
Sensory – “A mais colorida das três macros. A idéia é trazer os elementos do mundo tecnológico, online, de infinitas possibilidades e convertê-las a um contexto físico, sensorial, transformando a frieza da tecnologia em calor humano e novas formas de interagir com os sentidos e os sentimentos dos consumidores. É uma nova psicodelia inspirada no contexto tecnológico de hoje.” (Avatar feelings)
Recomendo a leitura do texto de Beth Furtado (autora do livro “Desejos Contemporâneos”) que encontrei lá no blog do TED-SP.
“O que está acontecendo no mundo é uma mudança a fórceps de uma civilização de excessos. Excesso de inconsciência em relação à sustentabilidade, excesso de insensibilidade em relação ao próximo e a responsabilidade social, excesso de consumo predatório, excesso de valores equivocados, excesso de “eu ganho-ganho”.
Na civilização que ora se vai, o mundo sustentava-se em um equilíbrio entre a China na produção e os Estados Unidos no consumo. O consumo desenfreado norte-americano não sustenta mais esta equação face ao desemprego e a falta de confiança do consumidor, dentre outros fatores. As mudanças que estão em formação, em particular nos Estados Unidos, mas também no mundo todo, nos levam a concluir que a Era da Simplicidade começou.
A Simplicidade como um movimento, já existia mesmo antes dos eventos econômicos. Em todos os aspectos. A diferença é que agora tornou-se imperativa. Não há recursos no planeta para sustentar o consumo da forma como estava.”
Foto: Fachada da loja do Maison Martin Margiela em NY. Simples e discreto.
Luxo – É comum empresas deste segmento não utilizarem mais logomarcas nas fachadas e vemos que descolado hoje é misturar marcas de grife com peças muito básicas, muito simples e muito essenciais. Bom gosto sempre foi menos. Agora é “menos” ainda.
A cópia. Todo mundo da moda reclama, mas tem gente comprovando que os segmentos que não possuem direitos autorais -- como é o caso da moda -- vendem muito mais do que os que possuem. Dá uma olhada nesta palestra, super dica da querida @dagroselha!
• Sapatos de Nicholas Kirkwood para Printemps
• Coleção de jóias de Stella McCartney para Disney
• Editorial Lady Gray por Tim Walker
Alice no País das Maravilhas serviu de inspiração para vritines de lojas, coleções de jóias e, principalmente, para vários editoriais de moda. A overdose de referências ao filme me fez acreditar que nada mais restava de novo neste banquete visual de Tim Burton.
Não estou aqui para analisar os modelitos de Alice no exaustivo jogo de encolhe/estica que remodela seu figurino. Meu olhar ficou preso na imagem de uma bonequinha. Bonequinha esta que se veste sem espartilho!
Há passagens em Alice que falam muito mais sobre moda do que sua bela roupagem. A cena em que o Chapeleiro Maluco desvenda todas as falsidades dos amigos da Rainha de Copas ao retirar suas próteses do corpo é, no mínimo, uma piada – de bom gosto – aos seios de silicone, às plásticas de nariz e às várias deformações do corpo que mascaram a verdade.
A cabeça gigante da Rainha de Copas, coberta por um penteado exuberante vermelho me lembrou as sátiras inglesas ao estilo de cabelos High Roll do século XVIII. Os “vestidos de cabeça” resumiam a imagem da Aristocracia em queda. Um sarcasmo delicioso que já anunciava a guerra e a derrota da Rainha de Copas.
Ao fim de seu suposto “sonho”, só faltou à personagem um último look – de preferência, preto. Para matar o lúdico, enterrar as artificialidades e impor a nova realidade da mulher.
Recomendo!

O editor chefe da Style.com, Dirk Stande, está fazendo uma série de entrevista com grandes nomes da moda a respeito do futuro da indústria. Ele já conversou com Robert Duffy, o presidente da Marc Jacobs; a crítica de moda do NY Times Cathy Horyn (runaway blog) e designer/fotógrafo Hedi Slimane ( hedislimane.com). Muitas questões importantes foram levantadas sobre avanços tecnológicos, o futuro (ou não) da mídia impressa, a onda “fastfashion”, o número cada vez mais absurdo de coleções ao ano, a avalanche de desfiles de moda e sua relevância, etc.
Achei particularmente curioso Cathy Horyn falando sobre a manufatura das roupas como um processo poluente e insustentável (e como isto ainda é pouco discutido):
Fashion is a huge polluter. All the treatment of stuff, all these fabrics with different [materials] to make them stretch, smell good, to make them warm—all of that pressure is very hard on the environment and potentially hard on your body. We’re talking about plastic bottles and being concerned about that, but what about all these fabrics with chemicals in them to make you feel cooler or warmer? Your body is absorbing those chemicals. I don’t think we’ve read about that yet. I think you have to weigh the availability of fashion, so you can participate in it at all levels, against the horrible consumption aspects of it.

Em resposta à importância dos desfiles de moda, Cathy Horyn citou um belo exemplo de como fugir do óbvio e fazer algo exclusivo para a web feito por McQueen na coleção Primavera-Verão 2010:
Do what McQueen did [at his Spring 2010 ready-to-wear show], which is create something truly special for the Internet. So you can have this really incredible thing, something that feels that it’s just for people on the Web, and it kind of bypasses the professionals.

A melhor entrevista, na minha opinião, ainda é a de Hedi Slimane. Com perguntas mais focadas no futuro e respostas menos óbvias, ele tira os panos quentes de questões como, por exemplo, o fim da revista impressa:
• Can you envision a day when digital media will replace magazines?
- I totally do, and I don’t see it as a bad thing. You don’t fight but embrace a natural evolution, really, and try to figure out how it would reveal new creative fields within global access, and multimedia features. That said, fashion magazines, glossy magazines still use their Web sites for daily news and information only. I trust it might be interesting to invest strongly in art direction, besides hiring top editors, top photographers, and top models, which is hardly enough for Internet pages. I hear one of the reasons for the lack of investment is advertising, although I trust advertising would follow immediately, if provided a reassuring image template for their costly ads. I finally believe the printed magazine will then become a collector’s item, and hopefully a reference to be kept preciously.
Leia todas as entrevistas no style.com. Vale a pena!