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“Largou as Botas e Mergulhou no Céu”

Antes de embarcarem na viagem de alguns meses pelo nordeste filmando o documentário “Largou as Botas e Mergulhou no Céu”, Bruno Graziano, Paulo Silva Jr., Raoni Gruber e Cauê Gruber fizeram uma série de entrevistas em busca de compreender um pouco mais sobre a tal “identidade brasileira” – ou seria, “entidade brasileira”?

A websérie “Tão Longe, Tão Perto” conta com 10 episódios interessantes sobre a construção do pensamento do que é ser brasileiro para profissionais como cineastas, poetas, fotógrafos, historiadores e até uma cozinheira de mão cheia! Cinco entrevistas por aqui e muito mais lá no youtube do Espaço Húmus. E ainda tem muita estrada pela frente nos próximos meses, só seguir lá no facebook do “Largou as Botas e Mergulhou no Céu”.

Crescida naquelas fazendas onde as coisas brotam e já são colocadas no prato, Mara Salles abriu seu primeiro restaurante com sua mãe, servindo almoço em Perdizes. Depois, nascia o Tordesilhas, seu restaurante e projeto de intervenção e investigação da culinária brasileira. Trabalhar com nossa culinária só poderia ser uma investigação bastante afetiva, que exige pés com a pele bem firme para cruzar as enormes distâncias, para viajar as fronteiras não geográficas mas, também, as de sabor que enchem as panelas Brasil afora.

De início, o entrevistado o africanista e historiador Salloma Salomão já reitera não acreditar numa noção de identidade brasileira, pelo menos, não como é apresentada, criação fabulosa de uma elite intelectual muito próxima das rodas de poder que massacram e reprimem as comunidades.

Para se falar uma história de identidade, é preciso um resgate profundos nos maiores confins, porque a história foi escrita porque quem tem costume de ocultar. É uma história plenamente aceita, como se tudo fosse terminar no branco, num mundo eurocêntrico que orbita em torno de si mesmo e classifica tudo que está na borda como exótico. Salloma insiste na necessidade de cavucar nas raízes do intelectual negro, das comunidades negras e seus levantes artísticos.

Carlos Ebert é fotógrafo e diretor de cinema. Foi participante ativo do Cinema Marginal e diretor de fotografia do filme “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla. A câmera de Ebert é sobre o deslocamento de um bandido que é idiota mas também brilhante, e acaba também sendo sobre o deslocamento de um novo fazer cinematográfico, que olha determinado para o próprio umbigo.

O segundo vídeo da série Tão Longe, Tão Perto pega sem medo a mão do poeta inquieto. Marcelino fala sobre um Brasil dos improvisos e da ternura, dos gritos que não podem e nem querem ser contidos, e do legado de teimosia e de inconformismo de sua escrita. Porque sem poesia teimosa, a vida é uma rua comprida com todas as luzes queimadas, e um cão com sarna que nela vagueia.

A socióloga, cineasta e curadora Isa Grinspum Ferraz, que serpentou e aprendeu por aí com Darcy Ribeiro, é clara: por trás de toda essa mitologia mestiça do Brasil, existe uma dura e complexa realidade. Ela recosta na cadeira, cita poetas políticos que inserem o povo brasileiro como protagonista da história. Ela própria versou quando contou a história de seu tio, Marighella, no documentário homônimo de 2011.

Vincent Moon

Ontem tive a oportunidade de participar de uma apresentação dos vídeos do Vincent Moon feita pelo próprio! Ver os vídeos é viajar pelo mundo (e pelo Brasil!) em transe com artistas especiais…e dançar, dançar, dançar! Para quem ama música:

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INHOTIM EM 10 PASSOS – GUIA BÁSICO

Inhotim é considerado o maior centro de arte contemporânea ao ar livre da America Latina. O Instituto fica a 60km de Belo Horizonte, na cidade de Brumadinho, e é o melhor programa para quem curte arte, arquitetura, paisagismo e muita cultura!

Ontem, conhecendo as novas obras por lá, fiquei surpresa como os visitantes ficam perdidos. Então, eu decidi sugerir um guia básico para quem achar interessante ter um percurso em mãos. É claro que, bom mesmo é descobrir Inhotim aos poucos, mas, para quem tem apenas poucas horas e não quer perder o que seria imperdível, ai vai:

01. PAVILHÃO LYGIA PAPE E GALERIA PRAÇA (letras R e A no mapa)

Ao chegar em Inhotim, você logo entende bem que a palavra “museu” é muito pouco para definir este projeto tão megalomaníaco de Bernardo Paz. Além de um parque ecológico incrível (leve a câmera), os pavilhões também são verdadeiras obras arquitetônicas. Vale a pena apreciar o diálogo entre as diagonais do concreto externo e a geometria dos delicados fios internos da “Ttéita”, de Lygia Pape. Lá fora, o sol desenha a arquitetura com sombra. Lá dentro, a luz é ausência que desenha a obra. Para quem quiser saber mais sobre a artista brasileira, leia sobre o projeto Lygia Pape.

Saindo do Pavilhão, ao lado, fica a Galeria Praça. Vale conferir uma obra muito especial chamada Forty Part Motet, da artista Janet Cardiff, uma instalação sonora com 40 canais diferentes tocam uma composição polifônica medieval com oito coros de cinco vozes. Ela também possui um pavilhão com outra instalação sonora (ainda mais complexa), então, se você gostar vale conferir Cardiff & Miller (a letra F do Mapa):

Thomas Tallis, compositor inglês do século 16, compôs Spem in Alium nunquam habui para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. O moteto (um tipo de composição polifônica medieval) para oito coros de cinco vozes trata de humildade e transcendência, dois temas importantes para o compositor católico numa época em que a fé católica era reprimida pelo Estado soberano da Inglaterra. A peça é conhecida como uma das mais complexas obras polifônicas para canto coral jamais compostas. Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury,  trabalhando com vozes masculinas – baixo, barítono e tenor – assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação. Janet Cardiff é uma das artistas mais prolíficas de uma arte que se vale da tecnologia de ponta. Seu trabalho emprega diversos meios expressivos, abrangendo vídeo, instalação e gravação de som.

02. GALERIA ADRIANA VAREJÃO (letra D no mapa)

Provavelmente, dentre as fotos que você vê de Inhotim na mídia, as da galeria da ex-mulher do Bernardo Paz, a artista Adriana Varejão, são as que mais chamam a atenção. O segundo andar do seu espaço é composto por paredes de gesso que misturam a azulejaria portuguesa e o barroco mineiro. Uma das minhas favoritas, Celacanto Provoca Maremoto”:

A obra de Adriana Varejão promove uma articulação entre pintura, escultura e arquitetura, revisitando elementos e referências históricos e culturais. Especialmente criada para o espaço a partir de um painel original em apenas uma parede, a obra Celacanto provoca maremoto (2004-2008) vale-se do barroco e da azulejaria portuguesa como principais referências históricas, mas também da própria história colonial que une Portugal e Brasil: afinal de contas aqui estamos nos domínios do mar, o grande elemento de ligação entre velho e novo mundos no período das grandes navegações. Colocados nos painéis formando um grid, os azulejões fazem referência à maneira desordenada e casual com a qual são repostos os azulejos quebrados dos antigos painéis barrocos. Assim, o maremoto e as feições angelicais impressas nas pinturas formam esta calculada arquitetura do caos, com modulações cromáticas e compositivas, remetendo à cadência entre ritmo e melodia.

03. MARILÁ DARDOT (letra G no mapa)

Eu acompanho o trabalho da mineira Marilá desde que ela fez a residência Bolsa Pampulha – projeto responsável por lançar novos talentos das artes no Museu de Arte da Pampulha de Belo Horizonte. De lá para cá, Marilá ganhou o mundo e compartilha em Inhotim um dos seus trabalhos mais sensíveis, “A Origem da Obra de Arte”. É nesse cantinho, escondido no final da colina, que o visitante pode plantar 12 tipos de sementes diferentes em vasos de cerâmica em forma de letras!

A origem da obra de arte (2002) é uma instalação seminal na obra de Marilá Dardot. A obra constitui um convite para a interação do espectador, instigado a compor palavras e sentenças e a distribuí-las pelo campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do espectador, encontram-se utensílios de plantio, terra e sementes. [...] A peça de Dardot é um marco inicial no interesse da artista pela linguagem escrita como matéria-prima e associa-se à sua pesquisa sobre as práticas de escrita e de leitura. O que está em jogo aqui é o conceito de obra enquanto possibilidade de realização. A imagem do “canteiro de obras” é emprestada para criar um campo de possibilidades de experimentação para o acontecimento e a construção da obra de arte. Plantar palavras, semear ideias, é o que nos propõe o trabalho. No contexto de Inhotim, onde natureza e arte dialogam de maneira privilegiada, esta proposição se torna, de certa maneira, mais perto da possibilidade.

04. CHRIS BURDEN (número 7 no mapa)

Mudam-se os acervos de galerias, inauguram-se novos pavilhões, mas não adianta: Beam Drop é a minha obra preferida. Basta dar play no vídeo para entender o porquê:

Beam Drop Inhotim (2008) é uma escultura em grande formato, localizada no alto de uma montanha, feita de 71 vigas de construção jogadas por um guindaste de uma altura de 45 metros, dentro de uma vala cheia de cimento fresco, durante um período de 12 horas. O padrão aleatório das vigas caídas formou a obra, numa interpretação da gestualidade do expressionismo abstrato, ao mesmo tempo propondo uma desconstrução da escultura moderna.

05. GALERIA COSMOCOCA (letra H no mapa)

Talvez esta seja a galeria mais interativa, para não dizer divertida. Traga o biquíni para nadar, faça uma festa de balões, se delicie nas redes ao som de Hendrix e tire até mesmo um cochilo por aqui. Cosmococas é o espírito de te nomear arte:

Cosmococas é o nome dado por Hélio Oiticica e Neville d’Almeida a uma série de obras datadas de 1973, que constituem ambientes sensoriais com projeção de slides, trilhas sonoras e diversos elementos táteis. As obras relacionam-se com a ideia de “Quasi-Cinema”, desenvolvida por Oiticica e D’Almeida, que pretendia investigar a relação do público com a imagem-espetáculo. A série tornou-se referencial para a arte contemporânea. Em Inhotim, as cinco Cosmococas – Trashiscapes, Onobject, Maileryn, Nocagions e Hendrix-War – serão exibidas num pavilhão projetado especialmente para recebê-las.


06. CRISTINA IGLESIAS (letra S no mapa)

Sempre fui fascinada por labirintos, deve ser por isso que me senti uma criança no filme “O Jardim Secreto” tentando entrar e sair por entre as portas da obra Vegetation Room Inhotim da artista espanhola Cristina Iglesias. Como essa escolha foi a mais pessoal, se esta artista não te encantar tanto, substitua sua visita à outras obras, como a de Dan GrahamBisected triangle, Interior curve (número 11 no mapa) ou alguma do Cildo Meireles, como Através (letra B no mapa).

PAUSA: ONDE COMER

Entre a Cristina Iglesias e a Galeria Mata há o restaurante Tamboril (à la carte) que é realmente delicioso. Se puder, faça um almoço com calma por aqui. Se estiver com pressa, reserve o movimentado – e também muito saboroso – restaurante Oticica (a quilo) e comece este guia de trás para frente.

06. GALERIA MATA E TRUE ROUGE (letras J e K no mapa)

O acervo desta galeria mudou recentemente, com obras interessantes do polonês Edward Krasinski e do artista americano Marcius Galan, com sua curiosa obra chamada Seção Diagonal. Ao lado, fica a obra True Rouge, do brasileiro Tunga, o cartão postal de Inhotim:

Desde meados dos anos 1970, Tunga cria obras de um imaginário exuberante em desenho, escultura, instalação, filme, vídeo e performance. Seu impulso multimídia está associado a uma compreensão da arte como campo multidisciplinar, em que filosofia, ciências naturais e literatura andam ao lado das artes visuais; trata-se de compreender as ações físicas de uma obra como parte do pensamento sobre ela, evitando-se a dissociação entre teoria e prática de um mesmo fenômeno. Não raro, para o artista é importante também ultrapassar os limites entre ciência e fantasia, realidade e ficção, resultando na criação de uma mitologia própria. Em vários de seus trabalhos, o artista contrata performers para realizar algo parecido a rituais performáticos, “inaugurando” a obra. Para denominar estas obras, prefere o termo “instauração” a performance ou instalação, que definiria de maneira mais satisfatória algo que, a partir daquele ato, começa a existir. True Rouge pertence a este grupo de trabalhos. Na instalação, atores nus interagiram com os objetos pendentes: recipientes que contêm um líquido viscoso, vermelho, que derramam sobre si e os vidros, remetendo aos ciclo vitais. O trabalho surge do poema que lhe dá título, escrito por Simon Lane e que descreve uma ocupação do espaço pelo vermelho, valendo-se de trocadilhos entre a língua inglesa e francesa. Os objetos que pendem do teto, unidos por estruturas interdependentes, aludem a um grande teatro de marionetes: uma escultura de manipulação, que, se valendo da gravidade, não chega, contanto, a tocar o chão.

07. DOUG AITKEN (letra O no mapa)

O Doug Aitken é O cara. Arte contemporânea em seu mais alto grau hollywoodiano. Já mostramos desde a sua casa até suas obras aqui no blog. Da Sonic Paviolion, se tem a melhor vista de Inhotim ao som, literalmente, da terra:

Sonic pavilion [Pavilhão  sônico, 2009]  é uma obra site-specific desenvolvida a partir de uma ideia pré-existente e resultado de um processo de cinco anos, entre pesquisa, projeto e construção. A obra se fundamenta num princípio bastante simples, embora ambicioso e de complexa realização. Trata-se de abrir um furo de 200  metros de profundidade no solo, para nele instalar uma série de microfones e captar o som da Terra. Este som é transmitido em tempo real, por meio de um sofisticado sistema de equalização e amplificação, no interior de um pavilhão de vidro, vazio e circular,  que busca uma equivalência entre a experiência auditiva e aquela com o espaço. Doug Aitken encontrou em Inhotim não apenas as condições técnicas para o desenvolvimento da obra, mas também um contexto onde o trabalho fizesse sentido. Ao trabalhar em relação com a natureza e na escala da  paisagem, a  obra  se  torna  herdeira  dos  Ear thworks dos  anos 1960 e 1970.  No entanto, aqui esta afinidade é renovada ao introduzir elementos sonoros e de tecnologia.

08. HÉLIO OITICICA (número 23 no mapa)

As paredes coloridas da obra Invenção da Cor, Penetrável Magic Square estão nas fotos de todos os seus amigos e vale mesmo cada clique:

A série “Magic Squares” é uma junção das experiências de Oiticica com a duração da cor e com a duração dos participadores, como um novo éden concebido para o espaço público. “Aí eu comecei a fazer um negócio assim de umas maquetes que fossem e pudessem ser uma praça… inclusive eu chamo de ‘magic square’, porque square é quadrado e é praça ao mesmo tempo. Que pudesse ser uma coisa que tá permanentemente ali, para uso do público”, explicou ao jornal Folha de S. Paulo. Naqueles espaços, o participador seria o artista de si mesmo. Hélio o compele a existir de forma inventiva, usar a praça mágica para o que chamou de “autoteatro”. [via]

10. YAYOI KUSAMA (número 24 no mapa)

O Jardim de Narciso, Narcissus Garden, é das obras mais lindas da artista japonesa – das bolinhas – Yayoi Kusama:

Narcissus garden Inhotim (2009) é uma nova versão da escultura-chave de Yayoi Kusama originalmente apresentada em 1966 para uma participação extra-oficial da artista na 33a Bienal de Veneza. Naquela ocasião, Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas que eram vendidas aos passantes por US$ 2 cada. A placa alojada entre as esferas – “Seu narcisismo à venda” – revelava de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização. A intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou  representando o Japão oficialmente em 1993. Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre o espelho d’água do Centro Educativo Burle Marx, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com o vento e outros fatores externos e refletindo a paisagem de céu, água e vegetação, além do próprio espectador, criando, nas palavras da artista, “um tapete cinético”.

COMO CHEGAR: Existem várias rotas para quem vai de carro, você pode conferir todas no site do Inhotim. Já de ônibus, compre a passagem pela empresa Salitur, no 31 3419 1800, em 1 hora e meia de viagem você estará lá.

INGRESSO: Para cortar as longas filas (em especial nos finais de semana e feriados), compre seu ingresso online. Às terças, a entrada é gratuita, sendo cobrado apenas transporte interno ( um carrinho que te leva a quase 2 km de estrada mato a dentro e morro acima), que é opicional. Note: para seguir esse guia, você precisará de comprar o ticket de transporte interno, a não ser que você curta muito fazer caminhadas ;]

ONDE FICAR: Existe uma boa lista de pousadas em Brumadinho lá no site de Inhotim. Mas várias pessoas me pedem indicações de pousadas boas por perto e eu, realmente, nunca sei qual sugerir. Então, fica aqui meu apelo: quem souber de alguma boa dica, compartilhe aqui no blog com a gente?! Dica: para quem se hospeda em Belo Horizonte, procure hoteis próximos a rodoviária, pois o ônibus sai de lá.

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People versus Places

Um projeto colaborativo entre dois fotógrafos; enquanto um só fotografa pessoas, outro só lugares, no mesmo filme! O resultado é impressionante:

[Dica do Fabio Issao]

3 Comentários | Categoria(s): arte, fotografia, viagem

Existe AMOR em Beagá

Como a cidade é carente de acontecimentos assim: agregadores. Há quem sonhava que um parque aberto durante uma noite inteira, com policiamento e música boa, não iria atrair muita gente. Há quem diga que arte contemporânea ainda está longe de ter grande público. Parecia mesmo utópico, descer a grade e unir o palácio ao parque. Quem foi para se jogar nos brinquedos, ver obras importantes, ouvir o melhor das novas bandas mineiras e até cantarolar ao som da visitante que levou um clarinete para treinar pelo parque, curtiu e pede mais. É disso que a cidade precisa, de pessoas idealizadoras e REALIZADORAS de eventos como Noite Branca. Parabéns!

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Noite Branca em Belo Horizonte

No dia 14 de setembro, durante uma noite, das 18h as 6h, o Parque Municipal e o Palácio das Artes serão palco do Noite Branca, que irá oferecer ao público 12 horas de imersão na arte contemporânea. Artistas como Paulo Nazareth, Cao Guimarães, Cinthia Marcelle, Rivane Neuenschwander e bandas como Iconili e minha favoritíssima Constantina estarão presentes no evento.

Designers interessados também poderão fazer um workshop de sinalização bem divertido durantes os dias 12 e 14 de setembro com o designer Ricardo Portilho. Envie para o email fumaforever@gmail.com seu nome, celular de contato e breve apresentação. Estarei lá! ;]

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São Paulo: Tame Impala no Cine Jóia

Quando eu decidi passar as férias em São Paulo, foi bem por essa desculpa: “vai ter show do Tame Impala em plena quarta-feira”. Eu fui pela banda australiana (AMO) mas não imaginava que fosse me apaixonar tanto pela casa de shows, o Cine Jóia. Que delícia é ver os ídolos de pertinho num show para poucas pessoas, com espaço suficente para dançar – repito: dançar -, entre vários fãs!

São Paulo: Carlos Cruz Diez na Pinacoteca

Se você ainda não foi conferir essa exposição, vá! Não adianta eu colocar fotos dos quadros aqui e você achar bonito. É preciso descobrir, no constante vai e vem do corpo de um lado a outro do quadro, que a arte de Cruz Diez é um parangolé para os olhos. Um quadro chapado e liso se transforma em diversos quadrados coloridos, ou ainda, num degradê de cores. Ao final do corredor, 3 ambientes coloridos te convidam a entrar na obra. Se você é como eu, tirou várias fotos (até pulou em várias delas) e fez vários quadros. <3

 

São Paulo: Ernesto Neto na Fortes Villaça

Galeria como a Fortes Villaça é visita obrigatória quando venho a São Paulo. Ela representa artistas como Adriana Varejão, Alejandra Icaza, Beatriz Milhazes, Los Carpinteros, Damián Ortega, Efrain Almeida, Ernesto Neto, Franz Ackermann, Iran do Espírito Santo, Janaína Tschäpe, José Damasceno (<3), Osgemeos e outros. Antigamente representava o Vik Muniz (ele migrou para a Galeria Vermelho?!), outra exposição imperdível que vi por lá. Dessa vez, peguei o último dia do amado Ernesto Neto, ufa! Imperdível.

 

 

1 Comentário | Categoria(s): arte, viagem

São Paulo: CHOU

Não há nada que eu mais ame do que o aconchego de um quintal dos fundos cheio de plantas e luzinhas. Ainda mais no meio de São Paulo! Eu confesso que fui levada até o restaurante CHOU por essa foto acima. E porque o “Where the fuck should I go to eat?” me disse. Mas o que ninguém me disse é que o ambiente é ainda melhor que todas essas fotos, o atendimento é impecável (e que uniforme mais FOFO das garçonetes) e a comidaaaaaaa: nnnhammm!!! Fui aos céus e voltei. Tudo fresco, tudo delicioso. Recomendo super!

 

 

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