#wejump

#WEJUMP…por Ana Luiza Pereira

Quando minha mãe fez sua primeira viagem internacional, ela me levou a tiracolo. Veja bem, minha mãe é sempre boa companhia em viagens: ela adora ir a todos os museus e experimentar todo tipo de comida.

Para mostrar seu espírito aventureiro nas fotos, eu tive uma ideia. Fiz minha mãe pular em várias delas! Ela morria de rir e, click!, saia natural e feliz nas fotos sem pose ;] Foi pensando nisto que criei o #wejump, hashtag para colecionar pulos ao redor do mundo.

Os meus jumps serão focados em arte. Acontece que eu e Anita, nossa colaboradora de música, vamos registrar nossas visitas a exposições assim: dando pulos de alegria dentro dos museus! Já arriscamos alguns saltos mirabolantes na Pinacoteca, no CCBB, na Galeria Fortes Villaça…

E nosso plano é que você nos ajude a fazer este banco de exposições ao redor do Brasil – e do Mundo! Basta escrever #wejump na sua foto e postar o nome da exposição e local.

A ideia é ocupar o museu de outra forma, mais descontraída e leve. Afinal, é assim que eu me sinto ao entrar em um: em casa. E é essa a sensação que eu tenho ao ver arte: pulando de alegria!

A exposição desta semana é a do chinês Cai Gui-Qiang. “Da Vincis do povo” está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Na sua primeira individual no Brasil, Cai reune invenções desenvolvidas em parceria com agricultores e trabalhadores chineses com aviões e disco voadores do lado de fora do prédio, pipas flutando e muitos robôs feitos artesanalmente. A paixão do artista pelo trabalho manual o fez colecionar Leonardos Da Vincis ao redor de seu país e montar este trabalho na busca por uma valorização da individualidade do povo chinês através das suas invenções:

“Somente a criatividade individual pode trazer um real desenvolvimento social. Através destas invenções, nós podemos ver que as histórias de fracassos, sucessos e de coragem destes trabalhadores rurais são reais”.

Quanto a temática constante de olhar para o céu e sobrevoar a realidade chinesa do dia a dia de concreto ou terra dos agricultores, Cai explica: “A computação é uma forma de liberar as pessoas de sua circunstância gravitacional e um jeito de dar a elas uma liberdade maior de pensamento. O mundo virtual é desconhecido e o homem gosta de explorar o desconhecido”.

Para ler mais sobre a exposição: http://oglobo.globo.com/cultura/artista-plastico-chines-cai-guo-qiang-expoe-no-brasil-obras-feitas-com-camponeses-de-seu-pais-7349387
Para ler mais sobre o artista: http://www.caiguoqiang.com/pdf/interviews/Blowing_Up_His_Time-GermanoCelant.pdf

“Da Vincis do povo”
Até 23 de junho de 2013
No Centro Cultural Banco do Brasil

Comente | Categoria(s): #wejump, arte

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